Padre António Justino Filho
04 Julho 2021
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Os nossos preconceitos são como rótulos que colamos às pessoas

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Estamos no 14º domingo do tempo comum! Vejamos o que a Liturgia da Palavra nos ensina:

imagem | cathopik

O profeta Ezequiel (Ez 2, 2-5) é enviado a Babilónia, onde estavam os deportados de Israel, para proclamar a palavra de Deus. Perante a revolta dos exilados e as seduções que lhes eram propostas, intervém quem fala em nome de Deus. A missão não é fácil, pois encontra quem tem “cabeça dura e coração obstinado”. Mas a todo o profeta é pedida fidelidade, assumindo as dificuldades da missão, sem fazer descontos nem promover saldos à integridade da verdade. De algum modo, todos temos vocação de profeta. A nossa vida, o que fazemos e dizemos, o cumprimento dos nossos deveres quotidianos deve ser o procurar pôr em prática a vontade de Deus. Caio na conta deste meu excelente estatuto de profeta, sempre pondo em prática o que Deus quer de mim?

O apóstolo Paulo (2Cor 12, 7-10) era um homem cheio de qualidades, pessoa culta como poucas do seu tempo, com grande sabedoria e coragem. Mas prefere apresentar-se aos cristãos de Corinto sem exaltar o seu currículo e virtudes, antes dando valor à força de Deus que entra em si pela porta da sua humilde pequenez: “Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte”. Sei aproveitar as minhas fragilidades e insucessos para deixar entrar em mim o poder de Deus, rentabilizando a minha pequenez?

Jesus, Filho de Deus omnipotente, também conheceu experiências de insucesso (Mc 6, 1-6). Os seus conterrâneos de Nazaré ficaram maravilhados com a sua sabedoria, ao comentar a Palavra da Escritura na sinagoga. Mas, tendo em conta as suas raízes humildes de carpinteiro, muitos o desprezaram. Os nossos preconceitos são como rótulos que colamos às pessoas, desqualificando-as. Deixamos de as ver e julgar com imparcialidade e olhar puro. Não é verdade que devemos pedir ao Senhor a graça de saber ver o que há de bom em cada pessoa, sem a definir por algum seu defeito?

Shear it!

Padre António Justino Filho

Comunidade Canção Nova Portugal. Está neste momento numa imersão missionária na Diocese de Évora

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