Padre António Justino Filho
15 Agosto 2021
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A Assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, é a garantia de que o homem se salvará todo

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Ao terminar a Sua missão na terra, Maria, a Imaculada Mãe de Deus, “foi elevada em corpo e alma à glória do céu” ( Pio XII ), sendo assim a primeira criatura humana a alcançar a plenitude da salvação.

imagem | cathopic

Esta glorificação de Maria é uma consequência natural da Sua Maternidade divina: Deus “não quis que conhecesse a corrupção do túmulo Aquela que gerou o Senhor da vida”.

É também o fruto da íntima e profunda união existente entre Maria e a Sua missão e Cristo e a Sua obra salvadora. Plenamente unida a Cristo, como Sua Mãe e Sua serva humilde, associada, estreitamente a Ele, na humilhação e no sofrimento, não podia deixar de vir a participar do mistério de Cristo ressuscitado e glorificado, numa conformação levada até as últimas consequências. Por isso, Maria é “elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha, para assim Se conformar mais plenamente com Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte” ( LG 59 ).

Este privilégio, concedido à Virgem Imaculada, preservada e imune de toda a mancha da culpa original, é “Sinal” de esperança e de alegria para todo o Povo de Deus, que peregrina pela terra em luta com o pecado e a morte, no meio dos perigos e dificuldades da vida. Com efeito, a Mãe de Jesus, “glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro” ( LG 68 ).

O triunfo de Maria, mãe e filha da Igreja, será o triunfo da Igreja, quando, juntamente com a Humanidade, atingir a glória plena, de que Maria goza lá.

A Assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, é a garantia de que o homem se salvará todo: também o nosso corpo ressuscitará! A Assunção de Maria é o penhor seguro de que o homem triunfará da morte!

1ª LEITURA: Apocalipse de São João 11, 19a —12,1-6a.10ab – “Uma mulher revestida de sol com a lua debaixo dos pés”
Na visão aqui apresentada, a mulher que vai dar à luz é, em primeiro lugar, a Igreja, que , como Eva no princípio, sofre as dores da maternidade, ao trazer ao mundo o Messias-Salvador. Mas Maria é a imagem mais perfeita da Igreja, que, depois de ter sido a Senhora da Dores na sua vida terrena ao lado de Jesus, vive desde já no esplendor celeste como Senhora da Glória.

SALMO 44(45) – À Vossa direita, Senhor, está a Rainha do Céu.

2ª LEITURA: Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios 15, 20-27 – “Primeiro, Cristo, como primícias; depois os que pertencem a Cristo”
Cristo é o primeiro que ressuscitou de entre os mortos; depois d’Ele todos ressuscitarão “cada qual na sua ordem”. A solenidade de hoje celebra Maria como aquele que, depois de Cristo, seu Filho, foi a primeira a participar na vida gloriosa do Ressuscitado.

EVANGELHO: São Lucas 1, 39-56 – “O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: exaltou os humildes”
Só Deus é grande, mas depois de Deus, grandes serão também, cada qual a seu modo, aqueles a quem Deus engrandece. Quem tiver a humildade e a graça de ir reconhecendo as maravilhas que Deus em si realiza, logo terá de bendizer e proclamar o louvor e a acção de graças como Maria e Isabel o fazem nesta leitura.

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Padre António Justino Filho

Comunidade Canção Nova Portugal. Está neste momento numa imersão missionária na Diocese de Évora

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