Marta Faustino
18 Janeiro 2022
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O meu projeto de vida leva-me à felicidade

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O ano passado, por esta altura, escrevi sobre o nosso projeto de vida, a importância de o construirmos, com o intuito de termos metas e sentido na vida.

Gostava de ressaltar alguns pontos importantes desse artigo que é o facto de necessitarmos parar, fazer uma boa reflexão de vida e escrever o nosso projeto de vida, com ideias a curto, médio e longo prazo, escrever os nossos sonhos. Contudo, a cada ano, também escrevermos o projeto desse ano, em mais pormenor.

Nesse artigo, proponho a criação de uma tabela onde refletimos sobre quatro aspectos: emocional, espiritual, pessoal e social e proponho metas pessoais para cada ponto. Pode rever esse artigo e fazer o seu projeto, se ainda não o fez. Lá explico em pormenor cada um destes quatro aspectos.

Mas porque é tão importante fazermos o nosso projeto de vida?

Nós não podemos caminhar sem rumo. Cada um de nós necessita, para viver bem, e alcançar a tão desejada felicidade, saber de onde vem, como está e para onde vai. Isto é, o caminho do autoconhecimento é essencial em todas as etapas da nossa vida, eu preciso conhecer-me a fundo (personalidade, como reajo a determinadas emoções, ter domínio de mim, etc.), da mesma forma, é necessário compreender o que faço neste momento, onde estou, onde me insiro, o que necessito modificar em mim, na minha vida, reconhecer as minhas conquistas e qual o meu propósito de vida, o que me proponho alcançar, os meus sonhos, metas e desejos.

Para pensar em todas estas questões é preciso fazer uma reflexão sobre mim. E o facto de escrever o projeto de vida, faz com que eu concretize tudo o que está dentro de mim. Muitas vezes, fica só na minha cabeça e acabo por esquecer, por não compreender determinados aspectos, não aceitar outros. A escrita torna tudo mais real.

Tudo isto porque, se eu quero “ser feliz”, então eu preciso saber quem sou, mas, também, ir caminhando, no sentido do amadurecimento de mim, e estes projetos vão-me ajudando a perceber em que ponto estou desse caminho.

Ao olhar para esses projetos consigo ver o que já amadureci e o que ainda me falta e isso traz-me um sentimento de tranquilidade, de satisfação comigo mesma. Da mesma forma, eu vejo, de forma concreta, as minhas metas e vou percebendo as minhas vitórias, isto dá-me um sentimento de enorme alegria, pois constato as dificuldades que ultrapassei e as vitórias que alcancei. Estas constatações aumentam a minha auto-estima e o meu autoconceito, fazem crescer em mim o sentimento de alegria e satisfação pessoal, pois vejo que consigo realizar o que me proponho.

Ao olhar para trás e ver os passos que dei, dá-me a autoconfiança necessária para continuar o caminho, mesmo que me surjam obstáculos e até mais difíceis, eles parecem dissipar-se, ou, pelo menos, eu consigo encará-los com um olhar e uma postura que de outra forma não conseguiria.

Portanto, tudo isto faz-me alcançar a felicidade que é essa paz interior de satisfação comigo mesma e com o que realizei e realizo, é o gozo, a serenidade, a harmonia, o equilíbrio. segundo Enrique Rojas “A felicidade significa ir progredindo, ao máximo a nível pessoal. A trajetória biográfica, então, vive-se como algo que vale a pena, apesar dos dissabores e dos problemas que tantas vezes sulcam a existência humana. Portanto, a felicidade relaciona-se com a coerência interior, tanto na teoria como na prática, porque levar uma vida coerente conduz à felicidade.”

Artigo anterior | Que valor atribuo ao tempo?

Marta Faustino
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Marta Faustino

Casada, mãe e membro da Comunidade Canção Nova. É psicóloga clínica, com pós-graduação em Neuropsicologia de Intervenção, Psicopatologia da Criança e do Adolescente, e em Logoterapia e Análise Existencial. Contacto: marta.faustino@gmail.com

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