O Espírito Santo em nós transforma o medo em coragem

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O Pentecostes era uma festa muito antiga dos judeus, que ocorria 50 dias depois da Páscoa. Nela se celebrava a chegada do povo judeu ao monte Sinai. Aí Moisés recebeu de Deus a Lei fundamental, que iria orientar toda a vida do povo eleito. No contexto desta celebração, o evangelista Lucas apresenta a descida do Espírito Santo como a nova lei, na continuação da missão de Jesus, que subiu ao Céu.

imagem | unsplash

1ª LEITURA: Actos dos Apóstolos 2, 1-11
A vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos causa uma feliz revolução: o medo transforma-se em coragem; a multiplicidade de povos e de línguas deixa de ser um obstáculo à comunicação e passa a ser compreensão e entendimento entre todos.

Fica para nós a grande pergunta: As nossas famílias, comunidades e grupos não precisarão de se deixar converter pelo Espírito de Deus, a fim de que haja mais coragem em tomar as decisões necessárias e para que se promova mais entendimento e união a partir das múltiplas necessidades?

2ª LEITURA: Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios 12, 3b-7.12-13
São Paulo escreve aos cristãos de Corinto, onde se notavam discórdias e divisões: direitos que se transformavam em privilégios; qualidades que se usavam como um pódio de prestígio e honra. O que há de bom e excelente em cada um deve ser usado como instrumento de serviço e não como um pedestal de glória pessoal: “Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum”, recorda Paulo. A família ou a comunidade perfeita, aquela que é modelada pelo Espírito de Deus, é a que põe como prioridade o bem comum. Só servindo os outros, inspirados pelo Espírito, somos verdadeiramente amigos de nós mesmos.

EVANGELHO: São João 20, 19-23
O Evangelho de João sublinha que a presença de Jesus ressuscitado no meio dos crentes é fonte de alegria que afugenta o medo.

Fica para nós outra pergunta: Não é verdade que precisamos de vivenciar a presença de Jesus vencedor da morte no meio de nós, desfazendo-nos de pessimismos derrotistas e abrindo-nos ao dom do Espírito Santo que nos ressuscita da letargia do desânimo impaciente?

Celebrar o Pentecostes não é uma recordação histórica de um acontecimento de há dois mil anos. É fazer festa porque Deus está connosco, é nosso fundamental aliado e atua em nós pelo Espírito Santo e santificador.

Contemplemos ainda o domingo do Senhor com o Salmo 103 (104) – Enviai, Senhor, o vosso Espírito e renovai a face da terra.

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Padre António Justino Filho

Comunidade Canção Nova Portugal. Está neste momento numa imersão missionária na Diocese de Évora

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