Gracielle Reis
14 Abril 2021
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É possível manter a esperança de um amanhã melhor?

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Tudo parece caótico à nossa volta. É possível, ainda assim, manter a esperança de um amanhã melhor?

O tempo atual parece ofuscar os nossos olhos e apavorar o nosso coração. Por todo o lado, notícias de avanços da doença por Covid-19, inúmeras mortes, fome, guerras, corrupções, incompetência dos governantes etc. Em meio a este cenário, há como manter a esperança? A resposta é sem titubear: sim!

Primeiramente, podemos fazer uma breve análise histórica (“breve” porque não se trata aqui de um artigo académico), ou melhor, de como a história é cíclica. Apenas trago alguns exemplos:

Se fôssemos analisar jornais da passagem do século XIX para o XX (como fiz muito durante a faculdade nas disciplinas sobre história do Jornalismo), eles eram muito sensacionalistas e falavam sobre como as pessoas estariam com medo e receosas em relação aos acontecimentos da época: mudanças no modo de produção e de trabalho depois da Revolução Industrial; substituição de pessoas por máquinas em alguns setores económicos; urbanização das cidades; mudanças de paradigmas sociais; entre outras transformações.

Há cerca de 100 anos, os Santos Pastorinhos, São Francisco e Santa Jacinta Marto, morreram de gripe pneumónica também conhecida por gripe espanhola. A doença provocou a morte de 50 a 100 milhões de pessoas nos anos de 1918 e 1919, um número maior do que as mortes por Peste Negra, ocorrida ao longo de vários séculos em consequência da I Guerra Mundial.

Ou seja, sempre será possível constatar os males de cada época. Não minimizo, de forma alguma, que o tempo que vivemos é desafiadores e que requer total atenção e preocupação; cada um deve fazer a sua parte para proteger a si e aos outros; devemos lutar por justiça social; realizar tudo o que é humanamente possível. Contudo, não são os únicos momentos difíceis da história.

A própria Sagrada Escritura também nos atesta: quantos sofrimentos, conflitos, escassez foram vividos pelo povo de Deus. Porém, sempre o Senhor se manifestou com o seu amor, misericórdia e presença! Sempre! Deus sempre se mostrou fiel com seus filhos de todas as gerações e, assim, mantém viva a nossa fé e esperança num futuro melhor. Aliás, Ele é a própria fidelidade!

O Senhor nos ouve

Vejamos o seguinte relato ocorrido com Samuel, enquanto os filisteus tentavam combater contra Israel:

Samuel tomou um cordeiro de leite e ofereceu-o inteiro em holocausto ao Senhor; depois, clamou ao Senhor por Israel e o Senhor o ouviu. Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus começaram o combate contra Israel. O Senhor, porém, trovejou com a sua voz fortíssima sobre os filisteus naquele momento e eles se dispersaram, sendo batidos pelos israelitas. Os vencedores, saindo de Masfa, perseguiram os filisteus e feriram-nos até o lugar que está por baixo de Bet-Car. Tomou Samuel uma pedra e pô-la entre Masfa e Sen, dando-lhe o nome de Eben-Ezer, pois disse: ‘Até aqui nos socorreu o Senhor’. Humilhados dessa forma, os filisteus não tentaram mais voltar ao território de Israel. A mão do Senhor pesou sobre os filisteus durante toda a vida de Samuel. Foram devolvidas a Israel as cidades que os filisteus lhes tinham tomado, desde Acaron até Gat. Israel livrou sua terra das mãos dos filisteus e havia paz entre Israel e os amorreus. Samuel foi juiz em Israel durante toda a sua vida.” (1 Sam 7, 9-15).

Apesar das ameaças e iminentes ataques, Samuel permaneceu no seu papel de profeta: “tomou um cordeiro de leite e ofereceu-o inteiro em holocausto ao Senhor; depois, clamou ao Senhor por Israel e o Senhor o ouviu”. Em seguida, o Senhor dispersou os filisteus e cidades foram restituídas a Israel. Como forma de agradecimento, Samuel deixou um marco numa pedra: “Até aqui nos socorreu o Senhor”.

Esta palavra deve nos inspirar e orientar a nossa sociedade e cada vida. Em cada momento da história humana ou individual, a mão de Deus esteve presente: “Até aqui nos socorreu o Senhor”. Se olharmos para a nossa história e com os olhos da fé, constataremos isso: nunca o Pai, o Filho e Espírito Santo nos abandonam.

Isso também nos projeta para o futuro: se foi e é assim ao longo das gerações, não será diferente no futuro. Em todo tempo, o Senhor nos socorre!

E sabe também o que não pode mudar? A centralidade da nossa existência em Jesus Cristo! Independentemente de circunstâncias particulares ou gerais, que o Senhor nos encontre a fazer a nossa parte, aqui e agora. Que o nosso foco seja o modo de vida do Evangelho e do que nos ensina toda a Palavra de Deus.

O presente é o que temos, a vida de agora, que precisa ser encarada tal como ela é ou está. Doente ou saudável, pobre ou rico, na escassez ou na abundância… o que importa é ser de Deus e buscá-lo de todo coração, com os olhos fitos na eternidade.

O restante são aspetos temporais. Tudo passa, menos o Senhor!

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Gracielle Reis

Missionária da Comunidade Canção Nova, carioca, jornalista pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e bacharel em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Já atuou em coberturas jornalísticas nacionais e internacionais, especialmente na Terra Santa. A jornalista tem experiência em rádio, TV e plataformas digitais, além de projetos de evangelização nacionais para a juventude. Atualmente, é jornalista da TV Canção Nova de Portugal. Instagram: @graciellereiscn

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