Padre António Justino Filho
10 Abril 2022
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Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

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A Liturgia deste Domingo reveste dois aspectos, à primeira vista contraditórios. Fala-nos de triunfo e glória, para, logo a seguir, nos falar em sofrimento e paixão. Reunindo acontecimentos tão contrastantes, a Liturgia não tem outro intento senão apresentar-nos a figura de Jesus, no Seu aspecto de Rei messiânico e, ao mesmo tempo, de “Servo do Senhor”. Na verdade, a entrada triunfal em Jerusalém conduz à Paixão do Salvador. Mas, por outro lado, a Paixão só é plenamente compreendida por aquele que reconhece o carácter messiânico de Jesus Cristo.

A partir de agora, ficamos, pois, a saber que o Mistério Pascal, pelo qual conhecemos a purificação do pecado e a reconciliação com Deus, tem dois momentos – um de sofrimento, outro de glória. A morte é apenas um aspecto do Mistério total da Páscoa: não é um termo, mas uma passagem para a vida. O caminho, pelo qual o “Servo do Senhor” Se dirige a Jerusalém, com efeito, está já iluminado pelos clarões da Ressurreição.
Mas ficamos também a saber que Jesus Se encaminha para a morte, voluntariamente, numa total liberdade, em amorosa entrega aos homens.

Procissão de Ramos: Evangelho de São Lucas 19, 28-40
A entrada de Jesus em Jerusalém, como Messias, é o anúncio e a figura da Ressurreição e, ao mesmo tempo, o anúncio da Vinda gloriosa do Senhor no fim dos tempos, para introduzir na Jerusalém do alto todos os que O seguiram na caminhada da vida.

1ª Leitura: Livro de Isaías 50, 4-7 — “Não desviei o meu rosto dos que Me ultrajavam, mas sei que não ficarei desiludido”
Esta leitura é um dos chamados “Cânticos do Servo do Senhor”. Este Servo revela-se plenamente em Jesus, na sua Paixão: Ele escuta a palavra do Pai e responde-lhe cheio de confiança, oferecendo-Se, em obediência total, pela salvação dos homens.

Salmo 21(22) — Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

2ª Leitura: Epístola de São Paulo aos Filipenses 2, 6-11 — “Humilhou-Se a Si próprio; por isso Deus O exaltou”
Esta leitura é também um cântico, mas agora do Novo Testamento, muito provavelmente em uso nas primitivas comunidades cristãs. Nele é celebrado o Mistério Pascal: Cristo fez-Se um de nós, obedeceu aos desígnios do Pai e humilhou -Se até à morte, e foi, por isso, exaltado até à glória de “Senhor”, que é a própria glória de Deus.

Evangelho: São Lucas 22, 14—23, 56
São Lucas é evangelista especialmente culto, pois que, segundo a tradição, era médico, e muito atento a circunstâncias mais significativas da sensibilidade dos participantes da Paixão do Senhor; como na referência às mulheres que desde a Galileia O tinham acompanhado e Lhe saíram ao encontro no caminho do Calvário e O seguiram até a hora da sua morte; é ele o único que refere o suor de sangue na agonia de Jesus, como também a oração do bom ladrão na cruz e o perdão que em resposta o Senhor lhe oferece. Ele é, de facto, o evangelista da misericórdia de Jesus.

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