Padre António Justino Filho
21 Fevereiro 2021
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Deserto: o facilitador do encontro com Cristo

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Chegámos a um novo tempo litúrgico! Estamos no 1º Domingo da Quaresma! É sempre tão especial este tempo e viver cada domingo de forma ainda mais profunda. Nesta primeira etapa somos levados ao deserto com Jesus e aí nos encontrarmos Nele.

imagem | cathopic

No Livro do Génesis (Gn 9,8-15), encontramos Deus a estabelecer uma aliança com Noé e seus filhos, depois da dura prova do dilúvio. A possível ira de Deus revela-se como ternura e a sua justiça manifesta-se como misericórdia. É uma aliança de amor que engloba tudo e todos, também os seres vivos e a natureza em geral. É uma aliança incondicional, pois Deus aceita-nos como somos, confiando que nos tornaremos melhores com a sua graça.

Como sinal da aliança que Deus estabelece com a humanidade, aparece com a humanidade, aparece no céu o arco-íris. É o arco multicolor da harmonia entre o Céu e a terra, entre Deus e as suas criaturas. Deus ama-nos gratuita e incondicionalmente; o amor imenso que nos tem, não é por nós sermos excelentes criaturas, como se fosse uma condecoração divina. Deus não sabe fazer outra coisa senão amar.

O apóstolo Pedro (Pd 3, 18-22), partindo da imagem do dilúvio que purificou a humanidade, recorda-nos que o Batismo nos purifica e salva pela água viva da graça de Deus, que sempre espera a nossa conversão. Deus respeita a nossa liberdade e aguarda pacientemente que lhe dêmos lugar no nosso coração. É o modelo perfeito que devemos imitar nas nossas relações com o próximo.

Depois do Batismo de Jesus, no rio Jordão, Jesus experimenta que o Espírito Santo o conduz para o deserto (Mc 1, 12-15). O deserto na Bíblia aparece não só como um lugar de provação, mas também como facilitador do encontro com Deus. Jesus, preparando a sua vida pública do anúncio do reino de Deus, recolhe-se no deserto, na solidão liberta do barulho do mundo, par ser todo de Deus. Nessa experiência forte de abertura ao absoluto e transcendente, foi tentado por Satanás, personificação de todas as forças do mal. Jesus não é um anjo com aspeto humano, mas é verdadeiramente homem, um de nós, que nos dá o exemplo de enfrentar as dificuldades, vicissitudes e tentações de qualquer ser humano. Não há humano como Deus encarnado, que sempre nos acompanha e assiste nos desertos da vida e nas tentações que nos assaltam.

Contemplemos ainda o domingo do Senhor com o Salmo 24(25) – Todos os caminhos, Senhor, são amor e verdade, para os que são fiéis à vossa aliança.

Shear it!

Padre António Justino Filho

Comunidade Canção Nova Portugal. Está neste momento numa imersão missionária na Diocese de Évora

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