Marta Faustino
17 Março 2022
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Chegar mais rápido e melhor ao coração dos filhos

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Na semana passada iniciamos a abordagem das cinco linguagens do amor, com o tema “Através de que linguagem os filhos se sentem amados?”, segundo Gary Chapman e vimos a importância de conhecermos bem os nossos filhos e descobrir a sua principal linguagem do amor, para dessa forma, chegarmos mais rápido ao seu coração e enchermos o seu depósito emocional.

As cinco linguagens do amor são:

Contacto Físico
Palavras de afirmação
Tempo de qualidade
Presentes
Atitudes de serviço

Já aprofundamos a primeira linguagem do amor das crianças, o contacto físico, e hoje vamos ver as restantes.

Quem não gosta de ouvir um “amo-te” ou “és especial”, pois é, as palavras de afirmação são outra das linguagens do amor e que as crianças muito apreciam. Mas existem muitas formas de demonstrar esta linguagem, seja através de palavras de elogio, encorajamento, orientação. Algo importante a ter em conta é que não devemos dizer estas palavras a toda a hora, pois acabam por, ou tornar-se banais e as crianças já não valorizam, ou sentem que soam a falsas, pois não são enquadradas num contexto. Vamos clarificar, dizer “que linda menina!” várias vezes ao dia, sem estar associada a nada, vai perder o seu sentido, portanto devemos dizer essa frase associada a um bom comportamento, uma boa ação e assim, ela vai sentir-se recompensada, reconhecida no seu esforço. Aqui, também, se inserem as palavras de reconhecimento, por exemplo “boa filho! Vi que partilhaste o teu brinquedo com a tua irmã, como é bom partilharmos as nossas coisas”, reconhecemos o seu bom comportamento e encorajamos a repetição do mesmo.

O tempo de qualidade diz respeito à atenção, exclusiva, dispensada pelo pai ou mãe à criança. Isto é, para as crianças que têm esta linguagem como a sua principal, elas exigem a atenção exclusiva e individualizada da sua mãe/pai numa determinada tarefa, brincadeira. Para estas crianças nem interessa muito o que se faz, o importante é que seja feito com o seu pai ou a sua mãe. Portanto, não é necessária muita imaginação para esta linguagem, basta estar presente na brincadeira que ele está a fazer, ou fazer um passeio juntos, levar a filha consigo nas compras, estes momentos juntos, geram, igualmente, boas conversas, uma aproximação maior, intimidade e cumplicidade.

“O ato de dar e receber presentes pode ser uma poderosa expressão de amor, no momento em que são dados e por muitos anos depois. Os presentes mais significativos tornam-se símbolos de amor e aqueles que transmitem amor sincero fazem parte da linguagem de amor.”, esta é quarta linguagem do amor dar e receber presentes. Atenção que não é só dar presentes por tudo e por nada, é mais do que isso. É preciso cautela com esta linguagem do amor, pois podemos cair no erro de comprar o amor dos nossos filhos ou de os subornar com presentes ou, ainda, de não nos chatearmos muito em gastar tempo com eles e aparecermos com prendas para compensar. Não! Esta linguagem do amor envolve o conhecimento intimo dos nossos filhos, os seus gostos, as suas necessidades e saber surpreende-los na altura certa, por exemplo, se vou fazer uma viagem de trabalho e trago uma prenda significativa, isso vai deixar o nosso filho a sentir que nos lembrámos dele, mas da mesma forma, posso colher uma linda flor no caminho do trabalho e entrega-la à minha filha no final do dia, ou encontrar uma pedra com uma forma interessante que sei que o meu filho vai amar, portanto não tem que ser um brinquedo, nem temos que gastar dinheiro para esta linguagem do amor, desde que seja algo com significado para o nosso filho.

Finalmente, as atitudes de serviço, não têm que ver com “ser escrava dos meus filhos”, é antes uma atenção especial às suas necessidades. Portanto, uma criança que tem esta linguagem de amor pode pedir a nossa ajuda para alguma tarefa, que até já tenha idade para a fazer, mas pode estar a necessitar de se sentir amada e precisamos compreender esses pedidos de ajuda, como nos diz Chapman: “Entretanto, se o serviço for a principal linguagem de amor do seu filho, os seus atos de serviço comunicarão mais profundamente que o ama. Quando essa criança lhe pede que conserte a bicicleta ou o vestido da boneca, ela não está simplesmente a querer que execute a tarefa; ela está clamando por amor emocional.”

Espero que tenha gostado e compreendido estas linguagens do amor, agora tente ficar atento aos seus filhos e descobrir qual será a linguagem do amor dominante.

 

Chapman, G. & Campbell, R. (2013). As cinco linguagens do amor das crianças. São Paulo: Mundo Cristão.

Marta Faustino
Shear it!

Marta Faustino

Casada, mãe e membro da Comunidade Canção Nova. É psicóloga clínica, com pós-graduação em Neuropsicologia de Intervenção, Psicopatologia da Criança e do Adolescente, e em Logoterapia e Análise Existencial. Contacto: marta.faustino@gmail.com

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