Padre António Justino Filho
14 Fevereiro 2021
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Aproximar-me de Jesus para que purfique as minhas impurezas

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Estamos no 6º domingo do tempo comum e na liturgia façamos a experiência da cura que Jesus empreende na nossa vida quando fazemos comunhão, quando estamos próximos Dele em tudo o que somos e fazemos.

imagem | unsplash

Na primeira leitura (Lv 13,1-2.44-46), os leprosos, nas civilizações antigas, e até atualmente em muitas culturas, eram considerados impuros, expiando as próprias culpas ou de familiares seus. Deviam viver isolados, fora da convivência da família e do grupo comunitário. Em alguns ambientes, tal era a repugnância pelos afetados por lepra que eram sepultados num lugar isolado do comum dos mortais. Esta realidade social deve interpelar-nos para revermos como tratamos os que são diferentes de nós, os que sofrem graves provações, os que têm uma doença contagiosa, como a Sida. É injusto assumir o papel de juiz dos nossos próximos. Deus precisa de nós como irmãos servidores de todos, especialmente dos que sofrem.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Corinto (1Cor 10, 31–11,1), sublinha que, em todos os setores e aspetos da nossa vida, devemos procurar glorificar a Deus, não apenas no que é diretamente religioso. Comer e beber, ou qualquer ação que, aparentemente, nada tem a ver com a nossa fé, deve ser vivida na presença de Deus, honrando-O e glorificando-O pelo modo amoroso com que a realizamos: “Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus”.

No tempo de Jesus, os sacerdotes podiam “declarar impuro”, oficialmente, um leproso, mas não o podiam curar. Os mestres em Israel tinham elaborado uma lista de sinais da chegada do Messias, um dos quais era: “os leprosos ficam limpos”. No Evangelho, (Mc 1,40-45) encontramos um leproso que, infringindo as disposições da lei, se aproxima de Jesus e lhe pede para ser curado. Curar um leproso era equivalente a ressuscitar um morto. Jesus, imagem viva de Deus próximo e amigo, toca no leproso e cura-o. Também eu preciso de me aproximar de Jesus, para que me purifique da impureza do pecado e para que essa proximidade se torne comunhão. É este Jesus que está realmente presente e ativo na Eucaristia.

Contemplemos ainda o domingo do Senhor com o Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 – Sois o meu refúgio, Senhor, dai-me a alegria da vossa salvação.

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Padre António Justino Filho

Comunidade Canção Nova Portugal. Está neste momento numa imersão missionária na Diocese de Évora

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