Marta Nogueira
06 Agosto 2021
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Transfiguração do Senhor

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“Não se chega à grande vitória sem travar a grande batalha!”

Neste mundo, nós vemos e pensamos apoiados em figuras.

Vemos figuras e figurações.

Por vezes deparamo-nos com figurões.

Difícil mesmo é haver e ver transfigurações. Isso é que é coisa rara!

Já pelo nosso lado, quantas vezes nos vemos tentados a configurarmo-nos com o que queremos ser ou com o que pretendem que nós sejamos?

O que está aqui sempre em causa é o verbo ser.

O que é uma pessoa?

Como é a nossa própria pessoa?

É o que se vê e o que podemos vir a mostrar?

Pedro, Tiago e João caminharam e viveram com Jesus e, pelo que viam e escutavam, foram formando ideias e assimilando verdades que lhes permitissem conhecer e reconhecer Jesus. Tudo normal, pois nós pensamos a partir do que vemos e escutamos, juntando ideias e formas de ver e de pensar, que nos possam ser familiares. Caminhamos do conhecido para o desconhecido.

Jesus também precisou de percorrer este sentido do conhecimento e reconhecimento.

Para se transfigurar, Jesus “conviveu” com Moisés e Elias!

Em boa verdade, Jesus transfigurou-Se aos olhos daqueles três discípulos quando se configurou com o “servo de Deus” que a Lei e os Profetas nos permitem poder vir a entender.

Pela História da Salvação, já era possível poder ver o que se anunciava mas ainda nunca ninguém tinha visto.

É que a Ressurreição não é algo imaginado. É uma realidade verdadeira e manifestada aos olhos daqueles homens simples e de difícil entendimento. Se até eles viram… É porque é verdade.

Jesus mostrou ser O filho de Deus prometido e enviado ao mundo para, pela Sua vida e morte, com a Sua imortalidade divina, resgatar toda a humanidade da sua vida mortal.

Isto faz tudo mudar de figura.

Quer dizer, faz-nos ver tudo de novo e de modo renovado.

Ao transfigurar-Se, Jesus abriu os olhos e os corações daqueles Seus discípulos a uma realidade que eles, embora reconhecessem Moisés e Elias, já puderam ver mas ainda não podiam entender. Faltava a derradeira lição que passava pela desfiguração que os homens haveriam de causar ao próprio corpo de Jesus, na Sua Cruz.

Que Mistério tão profundo!

A verdadeira transfiguração não aconteceu no cimo daquele monte, naquele dia, quando viram Moisés e Elias a conversar com Jesus. Isso foi só um anúncio do que estava para acontecer.

Jesus teve até o cuidado de pedir que não falassem daquela experiência a ninguém, antes da sua Ressurreição.

Nas vésperas da sua Morte, Jesus convida estes mesmos três discípulos para orarem com ele.

Não se chega à grande vitória sem travar a grande batalha!

Mas ali, naquele monte das oliveiras, em noite escura, como nada se via e por estarem muito cansados, adormeceram.

Que inocência a deles.

Faltava-lhes aquele entusiasmo ou aquele medo extremo que nos tira facilmente o sono.

Assim se vê como foi lento e, ao mesmo tempo, bem profundo o conhecimento destes discípulos acerca da pessoa de Jesus de Nazaré como o Filho de Deus vindo ao mundo, como nosso Salvador.

Finalmente, temos de dizer que a verdadeira transfiguração de Jesus aconteceu, não naquele monte alto, em plena luz do dia, mas no mais íntimo da terra, naquele túmulo novo onde ninguém ainda havia sido colocado, onde a luz deste mundo não está mas a luz da vida vai irromper para nos transfigurar a todos.

Agora, depois do Ressuscitado se manifestar numa realidade totalmente nova mas totalmente referida à antiga e finada condição terrena, podemos todos ser transfigurados pela mesma luz que brotou daquele túmulo onde um corpo desfigurado de um homem, pelas mãos de homens, saiu num corpo Ressuscitado e, por isso, transfigurado pelas mãos de Deus, nas quais Jesus, ainda na Cruz, Se entregou confiado na Glorificação que o Seu Pai e o Espírito (=Amor) de ambos haveriam de confirmar.

Com Ele sepultados, cada cristão é transfigurado pela mesma força.

Esta é a figura que nós, os batizados em Cristo, ajudados pela conversa com a Lei e os Profetas e pela presença do Crucificado e Ressuscitado, haveremos de nos tornar, pela ação do Espírito Santo.

 

Padre José Luís Borga | Diocese de Santarém

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Marta Nogueira

Membro da Comunidade Canção Nova. Licenciada em Comunicação Institucional e atua nas Medias Digitais da Canção Nova. instagram: martanogueira.cn

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