Padre António Justino Filho
25 Outubro 2020
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Sendo Deus amor, a sua lei não pode ser senão amar

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No 30º Domingo do Tempo Comum a Liturgia da Palavra ensina que Jesus simplifica tudo, resumindo toda a lei no duplo mandamento do amor: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito… e amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

1ª Leitura | Livro do Êxodo 22, 20-26
Salmo 17 (18), 2-3.7.47.51 | Eu Vos amo, Senhor: sois a minha força.
2ª Leitura | 1 Tessalonicenses 1, 5c-10
Evangelho | Mateus 22, 34-40

foto | Tim Marshall, Unplash

O livro do Êxodo apresenta-nos Deus como protetor dos desprotegidos. A omnipotência divina é usada em favor dos mais frágeis. São mencionados como prioritários a serem protegidos: os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Usos e abusos dos indigentes são infelizmente comuns, ontem e hoje. Desrespeitar o próximo necessitado é ofender a Deus, que se apresenta como o seu defensor. Aproveitar-se da penúria de alguém que precisa de um empréstimo, extorquindo juros, é um pecado que brada aos céus. Esta é a doutrina da palavra de Deus, vários séculos antes de Jesus Cristo, e de grande atualidade no presente século XXI.

São Paulo elogia a comunidade dos cristãos de Tessalónica, cujo exemplo tem sido um estímulo para outras comunidades. Ele mesmo pregou com o testemunho da sua vida, passando por tribulações e mantendo a alegria, fruto do Espírito de Jesus Cristo. Também aqui se verifica a verdade do ditado latino: “As palavras voam, mas os exemplos arrastam”. Como nos recorda Santo António de Lisboa: “A linguagem é viva quando falam as obras. Calem-se, portanto, as palavras e falem as obras”.

No tempo de Jesus, os rabis, os mestres na lei de Deus, tinham-na resumido em 613 mandamentos, sendo 365 preceitos negativos (tantos quantos os dias do ano), com a indicação de ações proibidas, e 248 positivos (número de elementos do corpo humano, segundo a ciência da época), explicitando o que se devia fazer. Era uma floresta complicada de normas e leis. Por isso, Cristo adverte fortemente os doutores da lei: “Ai de vós, porque carregais os homens com fardos insuportáveis!” Jesus simplifica tudo, resumindo toda a lei no duplo mandamento do amor: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito… e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Sendo Deus amor, a sua lei não pode ser senão amar. Provamos que somos de Deus amando.

Padre António Justino Filho

Comunidade Canção Nova Portugal. Está neste momento numa imersão missionária na Diocese de Évora
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